Um corropio de meias, sabrinas, ganchos e baton; conversas nervosas e apressadas; gargalhadas e abraços calorosos. Após tantos anos disto, continuo a sentir-me nervosíssima antes de cada dança! É inevitável...
A curiosidade máta-nos e não resistimos a espreitar para o palco, para ver como correm as danças dos outros grupos. Atrás de mim, oiço uma voz dizer: "Olha que o Teletubi vê-te!". Sorrio, porque sei perfeitamente quem o disse. Esta frase tem-nos acompanhado desde o início: eu com os meu 4 aninhos e ela com os seus 6... Como crescemos e como estamos diferentes! E, no fim de contas, é tão bom constatar que há coisas que nunca mudam...
"São vocês, meninas!". O nervosismo invade-me! A passos apressados e decididos aproximamo-nos do palco. Quando o piso, tudo passa... Fico sozinha comigo! As cortinas abrem e as luzes batem-me nos olhos: deixo de ver o que quer que seja; a paritr daqui sou só eu e a música... E entrego-me apaixonadamente a cada movimento solto do meu corpo; à medida que a música percorre cada um dos meus nervos! E danço...
Quando a música acaba, os aplausos enchem a sala, acordam-me e retiram-me do meu mundo, colocando-me de novo na realidade.
Como sou feliz quando danço... Nada me preocupa; todos os problemas me escorrem por entre os dedos e sou livre!
Alguns chamam-lhe forma de expressão, muitos dizem que é arte e outros há ainda que a consideram um passatempo... Para mim, dança é vida!